Pesquisas de Satisfação

Atualmente todas as grandes empresas fazem as famosas Pesquisas de Satisfação com seus clientes. Bancos, seguradoras, concessionárias de veículos, planos de saúde; todas elas querem saber como foi a sua experiência. Menos as empresas de telefonia celular. Essas sabem que seus clientes estão insatidfeitoas e não estão nem aí para isso.

O curioso é que todas as empresas estão adotando a mesma metodologia.

A pessoa que te telefona faz a pergunta e, ao final, pontua com a seguinte observação: “Atribua uma nota entre zero e 10, sendo zero representando que o senhor ficou muito insatisfeito e 10 representando que o senhor ficou muito satisfeito.”

Aí você pensa assim: “Bem, o atendimento foi bom. Mas foi bom de uma maneira normal. Uma nota 8 está de bom tamanho.” E manda a nota 8 para a atendente. Na mesma hora ela pergunta: “Qual foi o problema?” Como assim?!?!? Eu dei 8?!?!?! Com essa nota a minha filha passa folgada no colégio!

O que você não sabe e a maioria das pessoas não sabe é que, na atual metodologia das Pesquisas de Satisfação, qualquer nota inferior a 9 é considerada zero. Sim, isso mesmo! Se você der para o gerente do seu banco uma nota 8 ele “reprova de ano”.

Só por isso essa metodologia já não faz sentido. Afinal de contas, em uma situação normal, quantas vezes você deu uma nota maior que 8 para um atendimento recebido? Só em situações muito extremas, em que o atendente fez algo muito fora do padrão para lhe ajudar.

Então qual é o objetivo? Reconhecer somente esse tipo de situação?

A essa altura alguém deve estar se perguntando: “Como você sabe dessa metodologia?” E é aí que vem a “cereja do bolo”! Eu sei disso porque uma atendente da loja onde comprei meu último celular me pediu para, quando eu recebesse a ligação fazendo a pesquisa, dar uma nota 9 ou 10 e me explicou tudo. Ou seja, a metodologia não funciona também porque as pessoas pedem para que o cliente as ajude.

É por isso que eu fico me questionando por que as pessoas ficam tentando “reinventar a roda”? Mantenham as notas entre zero e 10, com as quais todos estão acostumados e passem a obter a verdade sobre a qualidade no atendimento de suas empresas.


Antes e Depois

"Assim caminha a Humanidade"

“Assim caminha a Humanidade”

Desgosto, desgosto…

Tranca esse moleque num armário vazio! Vê se ele não se “emenda”!

Tá feliz, babaca!?!?!?!?

O Google é o meu Senhor e nada me faltará! (Até que a internet caia)

Que saudades de quando não existiam SPAMs. Nem me lembro quando era isso…

Deitar esses pais de hoje no colinho e dar uma surra de cinta…

Caraca!!! Como foi que me acharam!!!

Não se fazem mais “homens” como antigamente…

Muito, muito triste!!!


O que vi por aí!


Hein?


Oh whait!


Vish!




Alguém me explica?


Muito bem, Ipiranga!!!



Quando vi esse taxi pensei:


Tabela Periódica do Rock!

Genial!


Brincadeira de Criança!

Depois de certas fases na vida da gente, algumas coisas não passam despercebidas nunca.
Quando se é pai, blogueiro e chato então…

Estava andando com a família em um shopping quando em uma loja de brinquedos eu me surpreendo.

Eu não sei vc, mas eu cheguei a pensar “Não compraria isso pra filha minha nunca!”.
Ouvi em um churrasco entre amigos que pra meninas é normal e que elas já tenham o “gosto” de brincar de casinha, fazer comida etc…. ok, compreensível.

E segundo um amigo pai de duas meninas, esse é um fenômeno curioso.
Apesar de vivermos em uma sociedade que, em regra geral, apoia o feminismo; encontramos um brinquedo como esse à venda.

O interessante é que mesmo quando a mãe trabalha fora e, por conta disso, não costuma fazer a limpeza da casa; as meninas gostam de brincar de varrer e limpar a casa. Isso é algo lúdico para elas.

O que acaba sendo agressivo é ver a cara de alegria da menina na caixa do brinquedo. Como se aquilo fosse a coisa mais maravilhosa do mundo!
Isso dá uma impressão de que esse brinquedo fez uma viagem no tempo, vindo diretamente da década de 60 do século passado, para os dias de hoje.


Política e ficção, tudo a ver

 

A foto acima circulou por todos os meios de comunicação no último mês. Em alguns deles ela foi chamada de histórica. Em outros de apelativa. Em outros ela tinha o poder de demonstrar a redenção de antigos inimigos políticos.

Eu olho para essa foto e só vejo uma coisa: ficção.

Segundo o Dicionário Michaelis: “Ficção: sf (lat fictione) 1 Ato ou efeito de fingir. 2 Simulação. 3 Arte de imaginar. 4 Coisas imaginárias. Obra ou literatura de f.: aquela cujo enredo é criado pela imaginação do autor.”

Como de hábito, vou explicar esse meu ponto de vista em tópicos:

1)    Lula e Sarney estão fingindo. Estão fingindo nutrir algum sentimento um pelo outro, que não seja o mais básico interesse pelo que um pode fazer para ajudar ao outro. Fingem que se amam. Que se preocupam um com o outro. Difícil acreditar. Sarney só se preocupa consigo mesmo e com a sua família. Lula só se preocupa com o poder, dele, do seu partido ou de quem o cerca.

2)    A foto é uma farsa. A iluminação. A disposição dos objetos. A regulagem da câmera. A última vez que vi uma foto assim foi em uma campanha publicitária. E, cá entre nós, nada mais ficcional do que uma propaganda.

3)    Esta foto tem o poder de fazer quem a vê imaginar que a doença de Lula o humanizou ainda mais e, por isso, ele aparece para dar força e apoio ao seu velho adversário político.

4)    Essa foto faz as pessoas pensarem que antigos adversários se tornaram amigos na doença. Ledo engano. Eles se tornaram amigos há 10 anos atrás, quando Lula se tornou um “igual” a Sarney, um Presidente da República. Naquele momento as almas se juntaram. Só o apoio recíproco garantiria o estado de bem estar a ambos. Então, como num passe de mágica, todas as críticas feitas por aquele Lula oposicionista ferrenho, tanto a Sarney quanto aos membros de sua família, desapareceram e foram automaticamente substituídas pela lisonja, pelos elogios rasgados. Mais ficção.

Sei que estou correndo o risco de ser duramente criticado por esse texto. Mas, pensando friamente, essa internação do Sarney veio bem a calhar, exatamente no momento em que o Senado Federal está precisando funcionar a “pleno vapor” para garantir votações que podem comprometer importantes políticos do governo e da oposição. Uma bela foto dele com o Lula serviria como uma luva para confirmar a gravidade do seu estado de saúde.

Sei lá, pode ser que eu tenha me deixado levar por tanta ficção.


Mike Portnoy

Sempre que posso eu sigo as redes sociais de bandas, integrantes de bandas e outros que gosto. Nessas minhas idas e vindas pelo BR a trabalho isso ajuda bastante como passatempo.

O que me chamou atenção, ou melhor chama a atenção, é um cara chamado Mike Portnoy. Mike foi baterista da banda Dream Theater por 25 anos. É um dos fundadores da banda. No dia 8 de setembro de 2010, Portnoy anunciou sua saída da banda, prosseguindo com seus projetos paralelos. Mais detalhes ( www.mikeportnoy.com ).

Me surpreende o carisma e atenção com que esse cara dá nos projetos em que participa. Também na intensidade que com mantém sua relação com os fãs. No fórum de seu site o cara faz questão de responder a praticamente tudo. Não só lê como entra em discussões, dá opinião e se mantém sempre presente.

Na última vinda do Dream Theater para o brasil o Mike Portnoy atendeu o convite de uma pequena escola de bateria de Curitiba para uma tarde de autógrafos. Foi muito atencioso com todos. E na hora que fui pegar o autógrafo fez questão de trocar um ideia, rápida, porém bem interessante.

No twitter e no facebook seus projetos (que são muitos) estão sempre em evidência. Capas de discos, musicas, datas de show, fotos e etc…

Isso faz com que você (que gosta de Heavy Metal \m/ ) se mantenha interessado e instigado a saber qual será a próxima do cara. Sempre vem novidade boa, acredite!

Além disso o cara esta na cena do Metal a 1000. Volta e meia está no That Metal Show, ou tocando em algum lugar, com alguém (Anthrax, Phil Anselmo, Stone Sourl, AVX7, Liquid Tension Experiment, Transatlantic e muitos outros…) ou em fotos com outros headbangers. Isso é simplesmente fodástico.

Ele segue a risca a música que compôs: Constant Motion ( http://www.youtube.com/watch?v=pTwk1UuGJIA ).

Eu sou um grande fã de Dream Theater, acompanho há muitos anos a banda e o que o acontece com ela. Um dos fatos mais marcantes e não tão recente foi a saída do Mike Portnoy. Depois disso parece que o Dream Theater esfriou. Mesmo com toda a mídia da Roadrunner Records, criando um reality para a contratação do novo batera, na minha opinião, não foi o bastante. A atitude da banda não é mais a mesma.

A própria banda já declarou que vai parar de fazer mais de um set list por turnê (que o Mike Portnoy defendia e os fãs hurravam com as surpresas). Ou seja, toda aquela proximidade com os fãs se perdeu. Fica evidente que, pelo menos nesse aspecto, o Mike Portnoy era o motor por trás de tudo.

Enquanto isso vou batendo cabeça com o Adrenaline Mob, mais recente trabalho do Portnoy! Que simplesmente gruda nos ouvidos metaleiros! Recomendadíssimo!

http://widget.tunecore.com/swf/tc_run_h_v2.swf?widget_id=70989


O Brasil na Fórmula 1

Neste final de semana aconteceu a estréia da temporada 2012 da Fórmula 1.

Por sorte a corrida foi de madrugada e eu não estava acordado para assistir. Digo isso porque já faz tempo que assistir a Fórmula 1 não tem a mesma graça de anos atrás.

Esse ano temos apenas 2 representantes na Fórmula 1: Felipe Massa e Bruno Senna. E o que acontece na primeira corrida da temporada?!?! Os dois batem! Não vou perder meu tempo falando nisso, quem quiser mais detalhes é só clicar no link (http://migre.me/8lpEx).

O nosso problema é que ficamos muito mal acostumados.

O Brasil sempre teve pilotos de ponta na Fórmula 1.

Se formos pensar somente nos campeões, temos uma sequência de talentos:

Emerson Fitipaldi: Bicampeão da Fórmula 1 em 1972 e 1974, campeão da CART (Fórmula Indy) em 1989 e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis em 1989 e 1993. Emerson Fitipaldi deixou a Fórmula 1 no final de 1980.

Nelson Piquet: Tricampeão da Fórmula 1 em 1981, 1983 e 1987. Deixou a Fórmula 1 em 1991.

Ayrton Senna: Tricampeão da Fórmula 1 em 1988, 1990 e 1991. Morreu em um acidente no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, em 1994.

É exatamente nessa sequência de excelentes pilotos que mora o problema do torcedor brasileiro. Como aqueles que viveram assistindo as corridas todo domingo com uma quase certeza de vitória ou, pelo menos, de um pódium, podem se acostumar com esse jejum?

Temos que ter a serenidade de entender que nenhum piloto brasileiro, que atua nessas competições de alto nível, é um mal piloto. Seja ele o Rubens Barrichello, o Nelsinho Piquet, o Felipe Massa, o Bruno Senna, o Hèlio Castroneves, o Vitor Meira, o Tony Kanaan ou a Bia Figueiredo.

Não é porque nenhum deles ainda apresentou os mesmos resultados que os nossos ídolos do passado que eles sejam ruins. Simplesmente estão competindo em diferentes condições e pode ser que não sejam “abençoados” com a mesma habilidade. Mas daí a serem maus pilotos, há uma grande diferença.

Nunca vou me esquecer quando ouvi uma entrevista do Luciano Burti, feita na [época em que Rubens Barichello era companheiro de Michael Schumacher, onde a entrevistadora perguntou para ele: “- Na Fórmula 1 o pessoal tira sarro do Rubinho, como nós fazemos aqui no Brasil?” e ele respondeu: “- Aqui no seu programa você entrevista diversos profissionais, certo? Alguma vez você teve a oportunidade de entrevistar alguém que estivesse entre os cinco melhores do mundo naquilo que faz? Esse é o caso do Rubens Barrichello. Ele está onde todos os pilotos gostariam de estar, dentre os cinco melhores do mundo.”

Deveríamos lembrar disso antes de criticar quem não é o número 1.


Teixeira e Derosso – Semelhanças?

            Ontem, dia 12/03/12, foi um dia em que eu quase passei a acreditar que o fim do mundo é esse ano mesmo.

            No mesmo dia dois grandes bastiões do que há de “melhor” no nosso país renunciaram aos seus cargos. Para eu ter certeza absoluta da chegada do apocalipse só mesmo se o nosso eterno Presidente do Senado Federal tivesse entrado na dança.

            Primeiro foi o Sr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF pelos últimos 23 anos, que renunciou ao cargo alegando problemas de saúde.

            Mais tarde foi a vez do Sr. João Cláudio Derosso, Presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba pelos últimos 15 anos, renunciar ao seu cargo.

            Então vem a pergunta: O que faz pessoas tão bem sucedidas em suas áreas de atuação, ao ponto de liderarem por anos a fio instituições importantes do nosso país, simplesmente renunciar ao cargo e sair, sem mais nem menos?

            A resposta pode ser dada em uma única palavra: Impunidade.

            Em ambos os casos as saídas tem por objetivo garantir a impunidade.

            Ambos são investigados por suspeitas de irregularidades e desvios de recursos públicos e, por mais uma da inúmeras incoerências da nossa legislação, podem sair tranquilamente pois, uma vez renunciando aos cargos, não podem mais ser investigados pelos seus ex-colegas. E fica por isso.

            A situação não é nova.

            Alguém lembra do Sr. Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato de Senador em 2007 para não perder os direitos eleitorais e se reelegeu?  O Deputado José Borba renunciou em 2005 para evitar a sua cassação. E por aí vai…

            E as semelhanças entre esses dois personagens não acabam por aí. Em ambos os casos a sucessão já está ocorrendo e no sentido da manutenção do status quo.

            No caso de Ricardo Teixeira o sucessor já declarou com todas as letras: “Não há uma nova administração, não existe um novo projeto, o que existe é continuidade”. Uma sequência, segundo ele, ao “estupendo trabalho do presidente Ricardo Teixei­­ra”, “para que a CBF continue nessa trilha do sucesso e acima de tudo da boa administração que está mostrando ao mundo”. Mostrou tanto ao mundo que é a própria FIFA que está acusando-o de desvio de verbas.

            No caso de Derosso a situação ainda está indefinida, mas existem muitos seguidores fiéis apresentando-se para a sucessão.

            Aquele que, na minha opinião, está sendo uma grata surpresa na Câmara dos Deputados, o Sr. Romário, deu uma declaração muito forte: “Hoje [ontem] podemos comemorar. Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Finalmente, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF. Espero que o novo presidente, José Maria Marín, que furtou a medalha do jogador do Corin­­thians na Copa São Paulo de Juniores, não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a aids também”. Isto vindo de alguém que esteve nos meandros do futebol mundial por muito tempo deve ter algum valor.

            E assim o Brasil segue. De imunidade em impunidade, pavimentando com blocos de ouro a estrada para a sua própria ruína.


Princípio Dexter

            Contextualizando para quem não conhece:

            Dexter é uma séria produzida pela Showtime e conta a história de um perito forense, especialista em análise de espalhamento de sangue, chamado Dexter Morgan, que trabalha para a polícia de Miami. Mais especificamente no departamento de homicídios.

            Quando criança o pai adotivo de Dexter, o policial Harry Morgan, percebeu que o filho apresentava sinais de comportamento violento e tratou de treinar o filho para canalizar essa violência de uma forma “positiva”.

            Em resumo, o pai de Dexter percebeu que tinha em casa um serial killer e resolveu treiná-lo para investigar casos não resolvidos da polícia ou casos onde o assassino escapou impune por falhas no sistema e, uma vez tendo certeza absoluta da culpa do investigado, Dexter poderia matá-lo, segundo o “Código de Harry”.

            Pois é.

            Fico imaginando se nós tivéssemos uma figura semelhante aqui no Brasil.

            Funcionário de carreira do TCU (Tribunal de Contas da União). Serial killer “do bem”. Com acesso a todo histórico fiscal e bancário dos nossos queridos políticos e que, quando conseguisse reunir provas das falcatruas simplesmente os eliminasse, um a um.

            A premissa é boa!

            A possibilidade de alguém descobri-lo é mínima (considerando que ele tenha as mesmas habilidades do Dexter original).

            O único problema é que ele não poderia ser só um. Para dar conta de todo o congresso, ele teria que abrir concurso para serial killers. E é aí que a coisa iria por água abaixo. Uma vez selecionados, a turma seria toda composta de funcionários públicos. Concursados. Com estabilidade. Não iriam se dedicar nem que fosse para saciar a sua sede de sangue.

            É. O princípio é bom, mas como muitas outras coisas, aqui no Brasil não ia dar certo.


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