Arquivo do mês: abril 2011

Sabotagem Interna

Quando se fala em sabotagem a primeira imagem que vêm à cabeça é a de alguém, de fora, tomando alguma atitude para prejudicar outra pessoa, ou país, ou cidade, ou empresa, ou o que quer que seja.

O problema é que, em alguns casos, essa atitude é tomada por alguém de dentro; por alguém que faz parte da própria instituição.

O exemplo mais comum é do time de futebol. Se a diretoria contrata um técnico que não é do agrado dos jogadores, pode contar, o time vai apresentar um desempenho ruim até que o técnico seja substituído.

Em empresas você vê isso em todos os níveis. Desde funcionários que não gostam de um chefe e fazem como os jogadores de futebol; até membros da diretoria ou até sócios da empresa que tomam atitudes como essas por não concordarem com a forma como a empresa está sendo administrada.

Esse tipo de comportamento é tão absurdo quanto comum.

Infelizmente (ou felizmente) eu não tenho embasamento teórico para explicar o porquê de isso acontecer. Uma das possibilidades é a pura e simples covardia. Covardia em se posicionar e expor o seu desagrado com a situação ou, simplesmente, buscar outro lugar que tenha mais a ver com a sua filosofia de vida.

Só me resta lamentar o fato de pessoas optarem por agir de forma tão irracional, pois, invariavelmente, essa postura vai prejudicar, em alguns casos de forma definitiva, qualquer organização.


Dicas de um chato – Reunião de Condomínio

- Não chegue atrasado. Se for para chegar atrasado, não vá. Na realidade essa dica serve para qualquer compromisso.

- Você não está na faculdade, assinar o livro de presença ou ata e ir embora te faz um idiota.

- Se você, em geral, concorda com o síndico, sente-se ao lado dele. Se discordar, sente em frente a ele e discorde olhando nos olhos.

- Não tenha esperanças de paquerar nessas reuniões. Mulher gostosa não vai a reuniões de condomínio.

- Não tenha esperanças de paquerar nessas reuniões. Em casos extremos a mais gostosa deverá ser amiga de sua mulher.

- Não levante a voz. Deixe que os outros levantem a voz, então, continue falando em um tom baixo e controlado. Isso os irrita ainda mais.

- Argumente SEMPRE e quando for interrompido use a famosa “o Sr já falou, posso continuar agora?” sem levantar a voz.

- Não provoque discussões sobre temas polêmicos como: cachorros, barulho, crianças ou vagas de garagem.

- Quando alguém levantar temas polêmicos como: cachorros, barulho, crianças ou vagas de garagem; defenda sua opinião com unhas e dentes. Só será lembrado o nome de quem começou a discussão mesmo.

- Controle-se. No fervor da discussão sobre cachorros jamais diga que vai cagar na porta de seu vizinho para ver se ele gosta. Não pega bem.

- Controle-se. Não chame a viúva do terceiro andar de “Maldita velha desocupada!” Mesmo que ela faça por merecer. Não pega bem.

- Controle-se. Não chame a mulher do terceiro andar de “cavala com salto alto” Mesmo que ela faça por merecer. Não pega bem.

- Controle-se. Não diga que chamará um exorcista para educar os filhos do vizinho quarto andar. Não pega bem.

- Participe de todas as reuniões e vá formando alianças. Funciona como no Congresso nacional. Depois de um tempo você será o Todo Poderoso em qualquer votação.

- Participe de todas as reuniões, pois como a grande maioria não vai, mais uma vez serás o Todo Poderoso.

- Nunca participe da administração do condomínio.

- Argumente como se fizesse parte da administração do condomínio, mas lembre-se da regra anterior.

- E o principal. NUNCA seja o síndico. Atue fora dos holofotes.

Colaboração: Rodrigo Artico


Questão de perspectiva

Essa é a famosa “OMG,WTF!…Oh Whait!”


Dicas de um Chato – Comportamento no Trabalho

- Não seja puxa saco do seu chefe. Seja de vários (nunca se sabe);

- Não fique chamando todo mundo toda hora para tomar café com a desculpa de fazer “relacionamento”. Seja consciente e enrole sozinho;

- Não use canecas “diferentes” tipo Bob Esponja ou Chicken Little. Isso não faz de vc uma pessoa descolada e com atitude, é ridículo;

- No refeitório, pegue apenas o que vc for comer, mastigue de boca fechada e não fale enquanto mastiga. É falta de educação;

- Não fique olhando a tela do computador do colega do lado. Alguém pode estar olhando a sua;

- Não use a impressora para imprimir tudo o que achar legal. Tenha bom senso. Uma coisa é imprimir uma declaração outra é imprimir trabalhos de faculdade, em três vias com 500 páginas cada;

- Se vc é fumante, vá ao fumódromo sozinho e não tente arrastar um monte de gente só para bater um “papinho” enquanto vc brônzea os pulmões;

- Se vc é fumante, ande com um Trident, Halls ou então um vidro de Vársol misturado com Veja e soda caustica para remover o seu cheiro de cinzeiro do ambiente.

- Se vc usa ônibus fretado da empresa, lembre-se que ele é um benefício e uma extensão do trabalho e o cavalheirismo e bons modos são altamente recomendados nesse ambiente;

- Se sua empresa não tem ônibus fretado, mexa-se e ache uma empresa melhor para trabalhar;

- O ditado já diz: “o hábito não faz o monge”. Tudo depende do hábito ou do monge. Se o seu hábito for esquecer de devolver as coisas emprestadas, tipo canetas, cuidado, vc é um pilantra. Se na mesma situação o monge for o chefe, ele é distraído;

- Se vc não se dá bem com um colega de trabalho, use a técnica da anulação. Anule qualquer tipo de informação vinda dele e vc perceberá que nada te afetou, que nada mudou em seu fluxo de trabalho e que o mundo é lindo nessa convivência pacífica do ser humano.

- Todas as pessoas que trabalham com você são apenas colegas de trabalho. Depois de uns 10 anos na mesma empresa você talvez faça uns 3 amigos de verdade, o resto vai te esquecer 10 minutos depois daquela despedida emocionada;

- Não cole post it na tela do computador para lembrar-se de coisas a fazer. Vc não vai fazer nada com esse lembrete mesmo;

- Não fique lendo ou escrevendo blog no horário de trabalho;

Essas dicas foram escritas com a colaboração de nosso ex-anônimo leitor Sid Vicious que já passou por aqui 2 vezes.
http://migre.me/4mJmg
http://migre.me/4mJn0


Um senador ofendido

Ele está de volta!

Daqui a pouco o nosso blog vai falar só dele. Mas não tem como evitar. A cada dia que passa o Senador Roberto Requião apronta novas estripulias que só podem acabar sendo comentadas aqui.

Dessa vez excelentíssimo Senador tomou o gravador das mãos de um repórter que ousou lhe perguntar o que, em sua opinião, não devia (http://migre.me/4m79T).

Como se isso não fosse o bastante, na tarde seguinte tomou a palavra na tribuna do Senado Federal para dizer que sofre bulling por parte da imprensa.

Só me resta alertar a população: Se alguém avistar o Senador Roberto Requião, vestindo uma calça jeans e uma camiseta camuflada, próximo a uma Faculdade de Jornalismo, chamem a polícia antes que ele comece a atirar nos estudantes.


Dicas de um Chato – PUBLICIDADE

Aqui vai a contribuição sincera e presente de um chato para próximas campanhas publicitárias.

- Não contratar Marcelo Adnet para fazer vozes e imitações.
- Não contratar Leandro Hassun para sem engraçado, lembrem-se que ele saiu do Zorra Total.
- Não contratar Rafinha Bastos ou o Bruno Mazeo para fazer um micro stand-up descolado.
- Não usar a música Bittersweet Symphony.
- Não usar dedos para desenhar logo em tela.
- Não venda a idéia que fazer cocô é legal, mesmo que esse seja o objetivo do seu produto.
- Não fale que se sujar é legal. Não é você quem lava.
- Não colocar ninguém berrando como se tivesse cheirado muito pó, mesmo que esteja falando de produtos da linha branca (rah!).
- Não colocar modelos “gordinhas” achando que isso faz os bagulhos sentirem-se melhor.
- Não deixe o dono do estabelecimento aparecer na propaganda, principalmente se este for um motel e o proprietário tiver 102 anos.
- Não colocar atletas (de qualquer esporte) fazendo propaganda de cerveja. Não combina.
- Não colocar atletas aposentados (de qualquer esporte) fazendo propaganda de produtos saudáveis. Não combina.
- Não colocar celebridades santinhas em propaganda de cerveja. Não combina.


Dois pesos e duas medidas

A tragédia de Realengo foi um fato que mexeu com a maioria das pessoas. Foi uma daquelas barbaridades que fazem a gente pensar em que ponto está a nossa sociedade para “produzir” um monstro do nível desse tal de Wellington Menezes de Oliveira.

Durante o “calor” das discussões muito se questionou sobre a figura do Governo neste episódio. Criticou-se muito o baixo efetivo da Polícia Civil e Militar. O despreparo dos funcionários do colégio, que permitiram a entrada do assassino armado. Vieram idéias estapafúrdias como instalar máquinas de raio-x na entrada de todas a escolas do Brasil. Teve de tudo.

Mas, passado este primeiro momento, eu ouvi no rádio uma notícia que me fez pensar (coisa de chato). A notícia dava conta que o Governo Estadual e o Ministério Público estão trabalhando no intuito de agilizar o pagamento de uma indenização às famílias das vítimas do massacre, para evitar que eles tenham que buscar essa indenização na justiça e venham a ter esses processos se “arrastando” por muitos anos. Estuda-se até uma indenização às famílias dos feridos.

De forma alguma eu questiono o fato dessas famílias deverem receber uma indenização, que nunca vai conseguir reparar a perda que elas sofreram. O que eu questiono é: será que as pessoas só obtêm o “privilégio” de receber uma indenização rapidamente se estiverem envolvidas em um massacre amplamente noticiado. Se o seu filho for assassinado sozinho por um bandido que só queria roubar um par de tênis , esqueça. Você nunca vai nem saber quem foi o assassino, muito menos receber qualquer indenização por parte do Estado. Ou, se receber, vai levar uns 30 anos, com sorte.

Se é possível fazer com que as coisas funcionem nesse caso, porque não nos demais?

É bem provável que o valor que será gasto com essas indenizações seja proporcional ao salário de diversos novos policiais que, caso já estivessem nas ruas, poderiam ter evitado a tragédia.

Mas essa é a maneira do nosso Governo trabalhar. Primeiro tem que acontecer algo extremo, absurdo, para somente depois disso alguma medida ser tomada.


Um senador ocupado

O Chefe do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), regional de Cascavel, Valter Pagliosa, foi nomeado em 18 de fevereiro pelo governador Beto Richa (PSDB) por indicação do deputado estadual Adelino Ribeiro (PSL).

Ontem (12/04/2011) o Senador Roberto Requião divulgou no Twitter que o Sr. Valter Pagliosa seria um ator pornô, o que custou o seu emprego, conforme foi noticiado em toda a imprensa (http://migre.me/4eTQ9).

Três coisas me impressionam nessa história:

1)      O Senador Roberto Requião deve ter gasto algum tempo pesquisando para descobrir a participação do Sr. Valter no referido filme. Ou então o ilustre Senador da República havia assistido ao filme e nunca mais se esqueceu da sua fisionomia. Por que o Senador fica gastando seu tempo, que deveria estar sendo tomado pelas atividades do Senado Federal, com a busca de “picuinhas” para atacar o atual governo? Ele que se diz tão correto deveria estar se dedicando ao mandato para o qual foi eleito e não para esse mimimi sem fim.

2)      No que o fato dele ter participado deste filme o desabona para o trabalho? A argumentação (sem pé nem cabeça) é de que ele omitiu no seu currículo a participação no filme e isso foi interpretado como quebra de confiança. Conforme a própria matéria afirma: “Ao serem admitidos, eles apenas preenchem declarações com dados patrimoniais, de escolaridade e parentesco (para cumprimento da súmula antinepotismo de 2007), mas nada é verificado formalmente.” Sendo assim, onde está a quebra de confiança?

3)      Agora sim, por que diabos uma pessoa que, conforme a matéria da Gazeta do Povo, “fez um curso técnico na área ambiental, trabalhou em uma ONG e foi estagiário do IAP por oito meses” pode ser nomeado Chefe da seção de Cascavel do IAP? O que assusta mais é a declaração do professor de Ética e Filosofia Roberto Romano, da Universidade de Campinas: “Essas experiências podem não ser uma maravilha, mas se metade dos assessores escolhidos pelos políticos brasileiros tivesse feito pelo menos um cursinho técnico já teríamos um quadro técnico incrivelmente melhor”. Imaginem o que anda por aí? E o pior, pago pelo nosso dinheiro!

Enquanto o Governo do Estado perde tempo com esses assuntos a atenção de todos é desviada do rombo de 4,5 bilhões de reais que foram deixados pelo governo anterior.

Quem poderia ter interesse nisso?!?!?!?!

 


Zorba Branca!

Estava eu calmamente aguardando meu vôo, no aeroporto de Porto Alegre para ir a Brasília, pensando em nada, quando uma visão direcionou todos os meus sentidos para a condição de alerta máximo: um rapaz, de uns 19 anos, com uma produção visual que um chato de mais de 40 anos repara e tem que dar a opinião.

Gostaria de saber o que leva uma pessoa a usar uma calça que não tem cintura, que fica apoiada não tenho idéia onde para não cair, e que deixa à mostra mais de 50% da cueca.

Qual é a intenção?

Mostrar a calça, a cueca ou a habilidade do usuário em não deixar a calça cair (ou ele quer que caia).

Mas onde quero chegar não é na calça é na cueca (sem segundas intenções)…

Antigamente, e nem é tanto tempo atrás assim, cueca era zorba e branca, de algodãozinho macio que te dava segurança e conforto.
Hoje tem cueca de tudo quanto é cor, modelo, tamanho, boxer, tanguinha (argh!!), e mais, coloridas. De seda, lycra, apertadinha, larguinha…Tem cueca verde, vermelha, rosa, preta (é para luto?), estampadinha, do snoopy, mickey e sei lá mais o quê.

E agora chegando nos finalmente.

Não tenho nada contra essa diversidade cultural no universo da cueca (que nem posso dizer que é masculina pois agora também tem cueca feminina), mas o meu ponto é: cadê as zorba branca????

A coisa mais difícil hoje em dia é vc entrar em uma loja e calmamente, sem ter que gastar neurônios em um momento de decisão, pedir uma zorba branca e eles te venderem o que vc pediu.

Sabem qual é a resposta? Não temos zorba branca….mas tenho outras opções e aí te derramam um monte de modelitos com cores e formas inimagináveis para um componente do vestuário básico.

Desculpem o desabafo, mas eu gostaria que todos refletissem e fizessem um minuto de silencio em respeito à decadência e quase extinção da zorba branca…Tchau…

Esse texto é 100% contribuição de um leitor muito versátil deste blog que ainda prefere permancer em sigilo.

Se vc também quer contribuir, envie um email para reflexd1chato@gmail.com


Flanelinhas, parte 2…

Enquanto percorria alguns sites de notícias, logo que eu fiz o texto vi uma com certa surpresa.

A Folha citou a dificuldade de se parar carros próximo a faculdades. E com um título ótimo.
“Parar carro perto da faculdade é mais difícil que vestibular”l

Repare que no mapa que os flanelinhas estão em todas. E vc, não tem pra onde correr (neste caso, parar, rah!).

Confesso que fiquei assustado com a mensalidade de estacionamento da Mackenzie. 300 pila foi de trincar os ovos.

E aqui a constatação recente da dominação dos flanelinhas.


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