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Time grande?!?!

Não sei como a coisa funciona no resto do país, mas aqui em Curitiba existe uma discussão que não acaba nunca: O meu time é grande!

Os torcedores do Coritiba e do Atlético Paranaense afirmam isso como se suas vidas dependessem da confirmação desse fato.

Cada torcida tem milhares de argumentos para justificar essa afirmação: patrimônio, história, títulos, recordes, etc…

Na minha humilde opinião um time prova que é grande quando cai para a segunda divisão.

Calma, eu explico!

Quando o Corinthians Paulista caiu para a segunda divisão ele teve um dos anos de maior renda em seus jogos. Isso se explica, pois os demais times da segunda divisão tinham “casa cheia” quando jogavam contra um time grande como o Corinthians. Era uma chance rara para o público de cidades do interior do país.

Agora se o seu time cai para a segunda divisão e os demais times do país não dão a mínima quando ele vai jogar na cidade deles… sinto informar, seu time não é grande.

Sendo assim, para os “coxas-brancas” é só verificar o histórico dos anos em que estiveram pela segunda divisão e tirar a prova; para os atleticanos, que acabaram de ser rebaixados, 2012 é o ano de provar que são grandes.

Ou seja, até o final de 2012 essa dúvida estará sanada para sempre em terras curitibanas.

Vou até dormir melhor depois disso…


Jogadores de Futebol

 

No exato momento em que escrevo estas linhas o Brasil vive a expectativa sobre o destino do jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. Será que ele vai assinar contrato com o Grêmio de Porto Alegre? Será que vai ser com o Flamengo? Ou vai ser com o Palmeiras? Ontem à noite eu ouvi um programa de rádio onde quatro jornalistas esportivos de qualidade discutiam essas possibilidades por mais de uma hora.

Será que não tem nada mais interessante para se discutir? Não estou falando que espero que jornalistas esportivos discutam política ou filosofia, mas mesmo dentro do esporte deve ter algum assunto mais interessante do que esse. Porque esse assunto só é interessante para o Ronaldinho Gaúcho e seus familiares. O resto da população, em minha opinião, pode receber só a notícia do desfecho das negociações que suas vidas não sofrerão alteração nenhuma.

Mas por que isso acontece? Por que todo mundo quer saber da vida de uma pessoa que ganha mais de um milhão por mês de salário.

Bons tempos aqueles em que se jogava bola por prazer.

Digo isso por experiência própria. Meu pai foi jogador de futebol nos anos 50, e jogava pelo prazer de jogar. Ele era jogador do Ferroviário, time de Curitiba que, não por acaso, era formado por funcionários da Rede Ferroviária. Eram pessoas que, durante o dia, trabalhavam na Rede Ferroviária e nas horas vagas treinavam e jogavam pelo time. Sem receber nada mais por isso. A diferença para hoje é que o empenho dos jogadores era total. Eles jogavam por amor à camisa. Não que hoje não existam jogadores que joguem por amor à camisa, mas na maioria dos casos esse não é o principal motivador.

Não consigo entender um jogador de futebol se dizendo desmotivado, estressado com o seu emprego. Jogar futebol é uma carreira pela qual se opta. Deve haver muito poucos casos de rapazes que foram obrigados pela família a tornarem-se jogadores de futebol. Diferente de médicos, advogados, engenheiros e etc… Sendo assim, porque reclamar de fazer aquilo que gosta e ainda é pago para fazer?

O problema não está em jogar futebol. Em muitos casos isso deve ser a única coisa que sobrou. O problema é que atualmente os jogadores passam a valer milhões e acabam por viver em um contexto muito diferente do que viviam no início da carreira. Contexto esse ao qual eles não pertencem, mas são obrigados a freqüentar. Como resultado disso temos situações como a do jogador Adriano: O Imperador, que literalmente fugiu do clube em que atuava na Europa para voltar ao Brasil e participar de animados churrascos nas lages da Vila Cruzeiro, onde morou.

Mais cedo ou mais tarde as suas origens chamam por você. E é impossível resistir a esse chamado.

Com relação ao Ronaldinho, é como disse o Kibeloco numa twitada: “A solução é o Ronaldinho no Madureira! É tricolor como o Grêmio, carioca como o Flamengo e não ganha nada como Palmeiras.”

 


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