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Gente boa ou Indolente?

Onde está a geração cara pintada? Que saia às ruas com vontade de brigar por um país melhor? Será que desanimaram? Será que desistiram?

Algumas vezes ouvi pessoas dizendo que o brasileiro é “boa gente”, “cidadãos da paz”… acredito nisso, mas desde que não mexa na cerveja, no churrasco, no futebol e agora na maconha!

Nossos jovens e outros não tão jovens, vão as ruas pedir que liberem a maconha!?!?! Quando o que precisamos é acabar com a mamata desses políticos moralistas e legalistas que nos governam.
Temos construído uma nação indolente que sem a maconha já não tem pensado pra votar, elegendo até palhaço, imagine com a maconha!

Usar uma droga ilícita nas ruas, quebrar patrimônio público, promover desordem é livre expressão. Reivindicar melhores salários para professores e bombeiros é vandalismo.

Antes de tentar se igualar a Europa, na legalização de drogas hoje ilícitas em nosso país devemos deixar de ser indolentes e construir uma nação realmente melhor e não de aparências.

Vamos brigar por causas justas. Se vc chega atrasado ou falta sem justificativa no trabalho é descontado de seu salário, por que deputados, senadores e demais não são?
Afinal, a justificativa para terem salários é que estão a serviço da nação.

Gente, eu que não tenho quase nada perto de muitos, se multiplicasse meu patrimônio por 20, ficaria muito bem… imagine nosso companheiro que já havia se favorecido de uma fatia abastada da pizza do governo?

O triste agora é ver os demais companheiros do plenário e eleitores fanáticos fazendo vista grossa e ninguém manifestar indignação quanto ao visível enriquecimento duvidoso.

Aonde está o povo que briga e luta por equidade em nossa nação?


CQC vs Requião

Desisto…


http://migre.me/4vNre

http://migre.me/4vNuZ

Muito bem!

Obrigado por continuar nos gerando conteúdo!


Obama no Brasil

Legal a visita do Obama, não é mesmo?
Discurso no teatro, simpatia típica de um gringo, visita a favela, futebol com as crianças, gente chorando (wtf?), roda de capoeira e um esquema de segurança digno do Jack Bauer.
O cancelamento do discurso ao ar livre na Cinelândia estava na cara. A desculpa das questões de segurança ocultaram o real motivo: não ia ter público. Como se esperar uma multidão se o povo mal fala português? Era mais fácil mesmo deixarem o cara visitar o Cristo Redentor a noite.

O legal mesmo é ver um monte de gente que xinga os USA, agora pegando pau pelo presidente americano.
A nação rica, patriótica, protecionista, capitalista e todos os rótulos se foram com a chegada do 1º presidente negro dos USA. E na minha opinião esse foi o único motivo pelo qual não me importei. É preferível atentar ao que estava acontecendo e entender que se podia ir além de afagos e sorrisos. Estudar oportunidades, negócios, acordos, é muito mais importante que ficarmos apenas nas comparações de quem foi o mais humilde, quem saiu do buraco mais fundo ou de como um ou outro chegou ao posto de presidente.

Esperava-se muito, mas viu-se pouco. Tinha brasileiro pensando em morar em Miami… ” Agora o meu visto para o USA vai sair! O presidente Obamis disse que temos que aquecer as relações entre os povos! uhull!”
E no fim das contas a visita foi ofuscada pela crise com a líbia do tio maluco Muammar Gaddafi e pelo risco de catástrofe nuclear no Japão.

Entre outras coisas o que me deixou perplexo foi a revolta de alguns ministros, onde segundo o que li no uol, quase ocorreu um “acidente diplomático” por conta da necessidade de revista, por seguranças americanos, na entrada dos eventos.
Gente, isso tinha que acontecer mesmo, afinal o Presidente Obama precisava mesmo ficar longe de bandidos.

Agora temos que ver o Obama comer pão de queijo com os mineiros do Chile (rah!), enquanto o pau come na Líbia!


Corrupção

De tempos em tempos nós temos uma pessoa que passa a personificar a corrupção no nosso país. Esses personagens, infelizmente, revezam-se nessa posição de exemplo do que não se deve fazer.

Um dos mais recentes exemplos disso é o ex-governador do Distrito Federal, José Arruda, que foi indiciado, preso, perdeu o cargo e foi até expulso do partido após o escândalo do “mensalão do DEM de Brasília”.

Agora, passados alguns meses do ponto mais alto deste escândalo, o ex-governador deu uma entrevista à revista Veja (http://migre.me/44fxA). Nesta entrevista ele dá alguns detalhes do “mensalão”. Nada que nós já não conheçamos, mas o que choca é a banalidade com que o assunto é tratado pelo Sr. José Arruda. Todos os absurdos são relatados como algo normal. Como se aquilo fosse a maneira certa de se fazer.

A primeira pergunta da entrevista é direta: “O senhor é corrupto?” e a primeira frase da resposta é aterrorizante: “Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira.”. Então essa é a única maneira de se fazer política no Brasil? Não temos salvação.

Em certo ponto da entrevista o ex-governador se diz traído por seus antigos colegas. Ele diz: “Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando.”. E o que ele esperava? Ética de um bando de ladrões?

Outra frase genial é: “Era minha obrigação como único governador eleito do DEM.”. Não, Sr. José Arruda! Não era! A sua obrigação como governador do Distrito Federal era governar o Distrito Federal e não passar o seu tempo levantando dinheiro para o partido! Será que ninguém explicou isso para ele?

Fechando a entrevista ele solta a melhor frase de todas: “Fazia de coração, com a melhor das intenções.”. E o pior é que eu acredito nas boas intenções do Sr. José Arruda. O problema dele é outro. É um problema de formação, de caráter. Para uma pessoa que não tem na sua formação básica os conceitos de certo e errado, de honestidade e lisura, o que ele fez tinha a melhor das intenções. Naturalmente ele sente-se injustiçado. Ele não fez nada que a maioria dos seus colegas não faça, porque só ele foi preso? Isso é injusto, se olharmos do ponto de vista dele.

Por isso vamos logo corrigir essa injustiça. Vamos pôr na cadeia todos os demais políticos que agem como esse senhor. Assim ele terá muita companhia para por o papo em dia. E eu poderei dormir mais tranqüilo sabendo que ele não se sente mais tão injustiçado.

 


Coerência

Falar de coerência e começar com um exemplo de política é querer muito, eu sei. Mas como este é o terreno em que a coerência faz mais falta, ele acaba sendo o mais lógico a ser citado.

Quando tivemos as primeiras eleições diretas (diretas mesmo), em 1989 e os candidatos eram Lula e Collor, as opiniões dividiam-se em: o grupo dos petistas, que pregavam mudanças radicais e o grupo dos conservadores que lutavam pela manutenção do status-quo. E o tom da campanha foi esse. O Lula falando o tempo todo em mudança e o Collor como a opção dos que queriam que tudo permanecesse como estava. O Collor foi eleito e foi aí que a coerência tirou férias. O “caçador de marajás” entrou no governo aplicando na economia um choque heterodoxo, com direito a confisco de dinheiro de todos os correntistas do país; abriu as fronteiras do país para a importação de diversos produtos, provocando a modernização da indústria local para enfrentar os novos concorrentes; mexeu com tantos interesses que acabou sofrendo um impeachment.

Não estou aqui para julgar se o governo Collor foi bom ou ruim, o fato é que o discurso antes da eleição foi um e a prática foi outra.

Quer mais um exemplo?

A eleição para o primeiro mandato do Presidente Lula ocorreu depois de dezenas de anos de críticas ferrenhas ao modelo neoliberal do Presidente Fernando Henrique e do PSDB. Quando Lula assume mantém intocados os pilares macroeconômicos do governo anterior. Novamente, não estou aqui dizendo que ele deveria mexer em nada, mas, se sabe que não dá para mexer no modelo que finalmente conseguiu acabar com a corrida inflacionária no país, pelo menos não o critique.

Vamos para um exemplo bem recente. A recém eleita Presidente Dilma Rousseff criticou ferrenhamente as privatizações ocorridas no governo Fernando Henrique, fazendo deste tema um dos seus preferidos “palanques” eleitorais. No primeiro dia útil do seu governo sai a notícia de que pretende privatizar os novos terminais de aeroportos (http://migre.me/3pTKK). O que aconteceu? De uma hora para outra a privatização mudou de problema para solução?

A coerência deve andar de mãos dadas com o Bom Senso (que já foi assunto deste blog). Por isso a política é completamente avessa a esses dois conceitos.

Mas a coerência pode (e deve) ser praticada no nosso dia a dia também. Seguindo, por exemplo, aquela regra básica na educação dos nossos filhos: “Um gesto vale mais do que mil palavras”. Cuide para que seus atos sejam coerentes com o seu discurso. Não fale sobre ecologia e respeito à natureza, enquanto joga papéis de bala no chão. Não fale sobre respeito às diferenças para depois referir-se ao porteiro como “aquele negão”. As crianças não registram o que somente ouvem, elas guardam para sempre o que vêem os pais fazer.

Lembremos sempre que a coerência é mais uma peça capaz de construir uma sociedade melhor.


Bom Senso

Parem tudo!

Rasguem todas as leis, todas as normas, todas as diretrizes!

Pode botar fogo em tudo isso, que só serve para confundir e ser manobrado pelos inescrupulosos de plantão.

A partir de agora usaremos um conceito único e revolucionário para administrar todo o convívio em sociedade: o Bom Senso.

É isso mesmo. Usando-se de Bom Senso, tudo mais é dispensável.

“Esse cara está exagerando!”, muitos podem estar dizendo. Mas vamos tomar alguns exemplos, só para ver se essa minha teoria funciona: A lei diz que um assassino e estuprador, mesmo condenado a 200 anos de cadeia, não pode permanecer preso por mais do que 30 anos. O Bom Senso diz que ele não deve sair da cadeia nunca mais. A lei diz que os deputados e senadores têm direito a um salário + ajuda de custo exorbitantes.O Bom Senso diz que eles não deveriam receber mais do que um professor e que o trabalho legislativo e executivo deveriam ser exercidos por alguém com um profundo desejo de trabalhar para o bem comum e não com interesse em “fazer carreira” como político.

Outros ainda vão dizer: “Bom Senso coisa nenhuma, o que o mundo precisa é de ética!”. O conceito é interessante, mas não resolve. A ética não é algo absoluto em si só como o Bom Senso. A ética é flexível. Existe mais de um tipo de ética. Os traficantes têm a sua ética. Os presos também. E são formas de enxergar o mundo que só fazem sentido dentro dos meios a que ela se aplica. Já o Bom Senso é universal. Não existe mais de um. Ou você tem Bom Senso ou não tem.

E o Bom Senso não é algo que se aplica somente às leis. Vamos aplicá-lo também na administração, seja de empresas públicas, seja de empresas privadas. É uma atitude sensata explorar um mercado até a exaustão por um curto período para enriquecer uma única pessoa e depois deixar as empresas morrerem por falta de consumidores, pois as pessoas não têm como consumir por não terem poder de compra nenhum em virtude dos baixos salários (frutos da exploração)? O Bom Senso diria para minimizar os lucros distribuindo um pouco da riqueza, de modo que se crie um círculo virtuoso na economia e as pessoas passem a consumir de forma perene, garantindo-se assim a sobrevivência das empresas por prazo indeterminado.

O Bom Senso também se aplica em casa. Ele diz que não é recomendável deixar o seu(sua) filho(a) na televisão ou no computador o dia inteiro. Crianças precisam brincar. Precisam socializar-se. A sua mulher não é sua empregada. O seu marido não é seu escravo. Sua secretária não é mais gostosa que a sua mulher, você é que desaprendeu a olhar para ela como fazia quando vocês se conheceram. Seu professor de aeróbica não é melhor que o seu marido, você é que desaprendeu a olhar para ele como fazia quando vocês se conheceram.

Isso tudo é Bom Senso. Nós só precisamos aprender a viver com base nele.


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