O Chefe do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), regional de Cascavel, Valter Pagliosa, foi nomeado em 18 de fevereiro pelo governador Beto Richa (PSDB) por indicação do deputado estadual Adelino Ribeiro (PSL).
Ontem (12/04/2011) o Senador Roberto Requião divulgou no Twitter que o Sr. Valter Pagliosa seria um ator pornô, o que custou o seu emprego, conforme foi noticiado em toda a imprensa (http://migre.me/4eTQ9).
Três coisas me impressionam nessa história:
1) O Senador Roberto Requião deve ter gasto algum tempo pesquisando para descobrir a participação do Sr. Valter no referido filme. Ou então o ilustre Senador da República havia assistido ao filme e nunca mais se esqueceu da sua fisionomia. Por que o Senador fica gastando seu tempo, que deveria estar sendo tomado pelas atividades do Senado Federal, com a busca de “picuinhas” para atacar o atual governo? Ele que se diz tão correto deveria estar se dedicando ao mandato para o qual foi eleito e não para esse mimimi sem fim.
2) No que o fato dele ter participado deste filme o desabona para o trabalho? A argumentação (sem pé nem cabeça) é de que ele omitiu no seu currículo a participação no filme e isso foi interpretado como quebra de confiança. Conforme a própria matéria afirma: “Ao serem admitidos, eles apenas preenchem declarações com dados patrimoniais, de escolaridade e parentesco (para cumprimento da súmula antinepotismo de 2007), mas nada é verificado formalmente.” Sendo assim, onde está a quebra de confiança?
3) Agora sim, por que diabos uma pessoa que, conforme a matéria da Gazeta do Povo, “fez um curso técnico na área ambiental, trabalhou em uma ONG e foi estagiário do IAP por oito meses” pode ser nomeado Chefe da seção de Cascavel do IAP? O que assusta mais é a declaração do professor de Ética e Filosofia Roberto Romano, da Universidade de Campinas: “Essas experiências podem não ser uma maravilha, mas se metade dos assessores escolhidos pelos políticos brasileiros tivesse feito pelo menos um cursinho técnico já teríamos um quadro técnico incrivelmente melhor”. Imaginem o que anda por aí? E o pior, pago pelo nosso dinheiro!
Enquanto o Governo do Estado perde tempo com esses assuntos a atenção de todos é desviada do rombo de 4,5 bilhões de reais que foram deixados pelo governo anterior.
Quem poderia ter interesse nisso?!?!?!?!
